quinta-feira, 11 de outubro de 2012

RORAIMA

Mapa
LOCALIZAÇÃO: 

Roraima, estado brasileiro, fica no noroeste da região Norte.

O nome do estado de Roraima origina-se das palavras roro, rora, que significa verde, e ímã, que quer dizer serra, monte, no idioma indígena ianomâmi, formando serra verde, que reflete o tipo de paisagem natural encontrada na região.

Seu território compõe-se, em sua maior parte, de terrenos cristalinos pertencentes ao Escudo das Guianas.

FRONTEIRAS: Norte e Nordeste = Venezuela; Leste = Guiana

DIVISAS: Oeste e Sul = Amazonas; Sudeste = Pará
ÁREA (km²): 225.116,1

RELEVO: planalto no Norte, depressões no Sul
O relevo é bastante variado; junto às fronteiras da Venezuela e da Guiana ficam as serras de Parima e de Paracaima, onde se encontra o monte Roraima, com 2.875m de altitude.

RIOS PRINCIPAIS: Branco, Uraricoera, Catrimani, Mucajaí, Alalaú, Tacutu
A bacia hidrográfica do estado de Roraima pertence à bacia Amazônica e tem 204.640 km2 de extensão.

VEGETAÇÃO: Floresta Amazônica com pequena faixa de cerrado a Leste
Em sua porção ocidental e meridional o estado é coberto pela floresta Amazônica, mas toda a porção centro-oriental é caracterizada pela presença de formações arbustivas e herbáceas (campinas e cerrados).
CLIMA: equatorial a Norte, Sul e Oeste, tropical a Leste
MUNICÍPIOS (número): 15 (1997)
Sete dos 15 municípios do estado foram instalados com a posse do cargo de seu primeiro prefeito, em 1º de janeiro de 1997.

CIDADES MAIS POPULOSAS: Boa Vista, Mucajaí, Alto Alegre, Normandia
HORA LOCAL (em relação a Brasília): -1h

HABITANTE: roraimense

CAPITAL: Boa Vista, fundada em 9/7/1890.

A distância de Boa Vista à capital do país, Brasília, é de 4.275 km. A cidade está interligada a Manaus, capital do estado do Amazonas, pela rodovia BR 174 (785 km) e a rodovia BR 401 (205 km) estabelece ligação com Bonfim, na República Cooperativista da Guiana. 

Além desses acessos por via terrestre, sua ligação com as demais regiões do país são feitas por via aérea.

A agricultura, a pecuária e as atividades ligadas ao extrativismo mineral e vegetal constituem a base da economia do estado de Roraima.

Na agricultura destaca-se a produção de arroz, feijão, milho, mandioca e banana. A principal criação na área da pecuária é a de gado bovino, que totaliza 350 mil cabeças no estado.

É também significativa a criação de suínos e galináceos. Existem ainda reservas de diamantes, cassiterita, molibdênio, bauxita, cobre, areia, argila e granito, além da extração de ouro, que chegou a alcançar, já depois de beneficiado, um milhão de gramas no ano de 1992.

O antigo território do Rio Branco, transformado no atual Estado de Roraima, pelo Art. 14 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Brasileira, promulgada em 1988 - o período de 5 de outubro de 1988 a 31 de dezembro de 1990 é considerado de transição do Território para o Estado, foi disputado por espanhóis, portugueses, holandeses e ingleses desde o início do século XVI. Seus povoados, no entanto, somente começaram a se instalar no século XVIII, após o extermínio de grande número de indígenas. Em 1858, o governo federal criou a freguesia de Nossa Senhora do Carmo, transformada no município de Boa Vista do Rio Branco, em 1890. 

Em 1904 houve grave disputa territorial com a Inglaterra, que tirou do Brasil a maior parte das terras da região do Pirara, pequeno afluente do rio Maú, incorporadas à Guiana Inglesa. A partir de 1943, foi criado o Território Federal do Rio Branco, cuja área foi desmembrada do estado do Amazonas. 

Passou a chamar-se Território Federal de Roraima a partir de 13 de dezembro de 1962. Em 5 de outubro de 1988, com a promulgação da nova Constituição do país, o território foi transformado em estado da federação.

A criação da freguesia de Nossa Senhora do Carmo, em 1858, transformada em município de Boa Vista, em 1890, consolidou a organização local. 

A disputa pelas terras com a Inglaterra só terminou definitivamente em 1904, com a arbitragem do soberano italiano Vítor Emanuel II, que tirou do Brasil o trecho do Pirara, incorporado à Guiana Inglesa.

Em 1943, com o desmembramento do município do Estado do Amazonas, foi criado o Território Federal de Rio Branco, que, em 1962, passou a denominar-se Roraima.

Sua ocupação efetiva só ocorreu graças à descoberta de ouro e diamantes. Em 1988, foi transformado em Estado.

Existe ainda hoje no estado de Roraima uma população de aproximadamente 30.000 indígenas, distribuídos entre 200 aldeias, que ocupam área de 14.882.879 hectares. Um total de 24 dessas áreas já se encontra demarcado em definitivo pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), órgão do governo federal responsável pela questão. 

A maior comunidade em termos populacionais é o grupo dos ianomâmi, que vive em terras pertencentes aos municípios de Alto Alegre, Boa Vista, Caracaraí e Mucajaí. Sua população de 9.910 índios ocupa área total de 9.419.108 hectares.

Até a década de 80 prevalecia entre os estudiosos de povos indígenas, a previsão de que o desaparecimento de suas tribos era iminente, devido aos casos de assassinatos e doenças provocadas pelo contato com a população branca e os constantes deslocamentos para terras improdutivas. 

Atualmente, verifica-se um prognóstico demográfico positivo para a população indígena brasileira, que está voltando a recuperar seu crescimento.

História:
Pelo rio Branco chegaram os primeiros colonizadores portugueses. Mas o vale do rio Branco sempre foi cobiçado por ingleses e holandeses, através da Guiana que aqui estiveram em busca de índios.

Os espanhóis pelo território da atual Venezuela também chegaram a invadir a parte norte do rio Branco e no rio Uraricoera.

Os portugueses derrotaram e expulsaram todos os invasores e estabeleceram a saberânia de Portugal sobre a região. 

A construção do Forte São Joaquim na confluência dos rios Uraricoiera e Tacutu, em 1775 foi um marco decisivo na conquista do rio Branco pelos portugueses.

A decisão para construir o Forte São Joaquim, hoje destruído, foi tomada para que, a partir do Forte, os portugueses pudessem enfrentar a cobiça internacional e assegurar a soberania de Portugal sobre as terras do vale do Rio Branco.
Após o domínio na região, os portugueses partiram para a criação de povoados reunindo os próprios índios da região.

Foram criados: Senhora da Conceição e Santo Antônio (no rio Uraricoera), São Felipe (no rio Tacutu) e Nossa Senhora do Carmo e Santa Bárbara (no rio Branco).

Os índios não se sujeitaram às condições impostas pelos portugueses aos povoados. Assim, esses não se desenvolveram. 

Em 1789, o comandante Manuel da Gama Lobo D'Almada, para garantir a presença do homem, dito civilizado nos campos naturais do rio Branco, introduziu o gado bovino e equino. Inicialmente na fazenda São Bento, no Uraricoera, depois na fazenda São José, no Tacutu e na fazenda São Marcos, em 1799. 

Esta ainda hoje existe, pertence aos índios e está localizada em frente ao local onde existia o Forte São Joaquim.
Quem mais atentou contra a soberania portuguesa na região foram os ingleses. Entre 1810 e 1811, militares ingleses penetraram na região, mas foram impedidos de prosseguirem com o trabalho de penetração pelo comandante do Forte São Joaquim. Com as muitas invasões inglesas, foi decidido demarcar a nova fronteira entre o Brasil e a Guiana.
A colonização do Rio Branco, foi dividido em quatro períodos:

Da "descoberta" do rio Branco, em 1750, até o início do século XIX;
Do ínicio do século XIX, até a criação do município de Boa Vista, em 1890;
Da criação do município de Boa Vista, em 1890, até a criação do Território Federal do Rio Branco.

Da criação do Território Federal aos dias atuais.
Fonte: FREITAS, Luiz Aimberê Soares de - Estudos Sociais de Roraima (Geografia e História)

Fontes: Governo do Estado de Roraima / IBGE / República Federativa do Brasil
Bandeira do estado de Roraima


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