quarta-feira, 16 de maio de 2012

FESTAS POPULARES do MARANHÃO

Bumba-Meu-Boi.
Bumba-Meu-Boi

Os brancos trouxeram o enredo da festa; os negros, escravos, acrescentaram o ritmo e os tambores; os índios, antigos habitantes, emprestaram suas danças. 

E a cada fogueira acesa para São João, os festejos juninos maranhenses foram-se transformando no tempo quente da emoção, da promessa e da diversão. 

É nesta época de junho, que reina majestoso o Bumba-meu-boi. 

O auto popular do Bumba-meu-boi conta a estória da Catirina, uma escrava que leva seu homem, o nego Chico, a matar o boi mais bonito da fazenda para satisfazer-lhe o desejo de grávida: comer língua de boi. 

Descoberto o malfeito, manda o Amo (que encarna o fazendeiro, o latifundiário, o "coronel" autoridade) que os índios capturem o criminoso, que, trazido à sua presença, representa a cena mais hilariante da comédia (e também a mais crítica no sentido social). 

Para ressuscitar o boi, chama-se o doutor, cujos diagnósticos e receitas estapafúrdias ironizam a medicina. 

Finalmente, ressurgido o boi e perdoado o negro, a pantomima termina numa grande festa cheia de alegria e animação, em que se confundem personagens e assistentes. 

Com traços semelhante aos dos autos medievais, a brincadeira do Bumba-Meu-Boi existe em outras regiões do País, mas só no Maranhão tem três estilos, três sotaques, e um significado tão especial. 

É mais que uma explosão de alegria. É "quase uma forma de oração", servindo como elo de ligação entre o sagrado e o profano, entre santos e devotos, congregando toda a população. 

O Bumba-Meu-Boi, na verdade, nasce de pagamento de uma promessa feita ao "glorioso" São João, mas nas festas juninas maranhenses também se rendem homenagens a São Pedro e São Marçal. Clique e Saiba mais sobre Bumba-Meu-Boi do Maranhão.
Carnaval
Carnaval

Se você quer curtir o autêntico carnaval de rua, venha para São Luís! Participe dos blocos carnavalescos que tem nomes pra lá de inusitado; C... de Asa, X... Voadora. 

Isso sem contar com o bloco onde a grande atração é um Jegue. 

Você terá muita energia para brincar pelas ruas do centro histórico. 

Nessa festa de cores e ritmos a diversão invade o centro da cidade e se espalha pelos bairros da capital. 

Nos circuitos a animação redobra no encontro dos blocos. 

E pra não perder o pique, a dica é saborear o delicioso caldo de ovos ou de mariscos, ou uma peixada, em pitorescos bares e restaurantes à beira mar. 

A ordem é repor as energias e se preparar para mais um dia de festa. Clique e saiba mais sobre o carnaval no maranhão.
Cordão dos Reis
Cordão de Reis

É uma festa realizada na véspera e dia de Reis (6 de janeiro) e retrata a visita dos três reis magos ao Menino Jesus. 

Na capital, a brincadeira é conhecida como "Reis", mas em outros municípios do Estado recebe a denominação de Reisado, a exemplo do Careta, de Caxias, com variação na roupa, nas personagens, nas músicas e na forma de apresentação. 

No Reis, o cordão é formado por duas fileiras de moças e senhoras com castanholas, tendo como personagens principais o rei e a rainha. 

Alguns grupos possuem dois reis e duas rainhas e acrescentam outros personagens, como anjos, lua e estrela. 

Nos dias de apresentação, o cortejo sai para visitar as casas das localidades à qual pertence o grupo, acompanhado de uma pequena orquestra de saxofone, banjo e tarol, com o acompanhamento dos pandeiros dos membros dos cordões. 

Em São Luís, as festas de Reis se concentram mais na zona rural, sendo a mais conhecida a realizada na localidade Maracanã, onde há três grupos de Reis: Alecrim, Sempre Viva e Nuvens. Acredita-se que o primeiro Cordão de Reis no Maracanã foi criado por volta do século XIX, por Bento Barbeiro e sua irmã Inhá Rita (Mãe Rita, segundo a memória oral). 

Esse grupo deixou de existir por certo tempo, até que o "Reis do Alecrim" foi criado em 1936 como continuação do antigo Reis do Maracanã, por Honorato Santos, Hernesto, Maurício, Dimpa e Hermínio. 

De Maurícia a manifestação passou às mãos da sobrinha, Nilza, e seu marido, Ezequiel e atualmente está sob a responsabilidade de Honorina Algarves. 

Além dos grupos do Maracanã, a festa é realizada, também, em Porto Grande e Tajaçoaba, no interior da ilha de São Luís.
Tambor de Mina
Tambor de Mina

O tambor de mina é o termo pelo qual é conhecida a religião que os descendentes de negros africanos de origem jeje e nagô trouxeram para o Maranhão.

É uma manifestação da religiosidade popular especificamente maranhense que tem lugar em casas de culto conhecidas como terreiros.

É uma religião de possessão, onde os iniciados recebem entidades espirituais cultuadas pelo seu pai de santo em rituais conhecidos como tambor.

Nos rituais são utilizados instrumentos como tambores, cabaças, triângulos e agogôs.

Mediante o toque dos instrumentos, os iniciados, em grande parte mulheres, vestidas com roupas específicas para o ritual, dançam e incorporam as entidades espirituais.

Em São Luís, duas casas de culto africano deram origem a esta forma de manifestação da religiosidade dos negros: a Casa das Minas e a Casa de Nagô. 

A Casa das Minas foi fundada por negras trazidas do reino do Daomé (hoje Benim), habitado por negros Mina.

Nesse terreiro são recebidas entidades espirituais denominadas voduns.

A Casa de Nagô, também fundada por descendentes de africanos, deu origem aos demais terreiros de São Luís, onde são recebidas entidades caboclas de origem européia ou nativa.
Festa do Divino Espirito Santo
Festa do Divino Espirito Santo

A festa do Divino Espírito Santo, que relembra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, é uma das mais expressivas festas do calendário cultural e religioso do Maranhão, principalmente no eixo São Luís-Alcântara.

Originada em Portugal, com a construção da Igreja do Espírito Santo em Alenquer, no século XIII, por ordem da rainha Dona Isabel, a festa chegou ao Brasil no século XVI com os colonizadores.

Em São Luís, é muito valorizada nos terreiros de mina, enquanto em Alcântara se caracteriza como uma festa tipicamente católica, sendo muitas de suas cerimônias realizadas na igreja local.

É realizada no mês de maio, no Domingo de Pentecostes, mas desde o Sábado de Aleluia os festeiros começam a se preparar para o grande dia em que o imperador recepciona seus convidados com um almoço e farta mesa de doces.

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