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MARANHÃO

Estado do Maranhão



Sua economia se baseia na indústria (transformação de alumínio e alumina, alimentícia, madeireira), nos serviços, no extrativismo (babaçu), na agricultura (mandioca, arroz, milho) e na pecuária.

O extrativismo constitui-se uma das atividades econômicas mais importantes do estado do Maranhão, também conhecido como "terra das palmeiras". Entre as espécies de palmeiras nativas existentes no estado, as mais significativas do ponto de vista econômico são o babaçu e a carnaúba. Mas também são importantes localmente o buriti, a juçara (açaí) e a bacaba. Na composição da economia do estado também se destacam as atividades agropecuárias e as indústrias de transformação de alumínio e alumina, alimentícia e madeireira. Entre os principais produtos agrícolas cultivados encontram-se a mandioca, o arroz, o milho, a soja e o feijão. A pecuária desenvolvida no estado do Maranhão incluía, em 1992, quatro milhões de cabeças de gado bovino; três milhões de suínos; 500 mil caprinos; 287 mil equinos; e 18 milhões de aves. Existem ainda reservas de calcário, que corresponderam a uma produção de 330,7 mil toneladas no estado, em 1992. 

Foram os espanhóis os primeiros europeus a chegarem, em 1500, à região onde hoje se encontra o estado do Maranhão. Em 1535, no entanto, verificou-se por parte dos portugueses uma primeira tentativa fracassada de ocupação do território. 

A região do Maranhão, dividida em duas capitanias, foi entregue por D. João III a Aires da Cunha e Fernando Álvares de Andrade, em 1535. Desde então, até o estabelecimento dos franceses em 1612 (França Equinocial), Portugal não tomou conhecimento da área. 

Em 1615, os portugueses, liderados por Jerônimo de Albuquerque, expulsaram os franceses e, em 1624, instituíram o Estado do Maranhão e do Grão-Pará. Em 1641, os holandeses ocuparam a ilha de São Luís, de onde foram expulsos em 1644. A partir daí consolidou-se o domínio português. Em 1774, ocorreu a separação entre Maranhão e Grão-Pará. 

O povoamento da região do Piauí começou no século 17, a partir do interior, quando os vaqueiros, vindos principalmente da Bahia, chegaram procurando pastos. Em 1718, o território, até então sob a jurisdição da Bahia, passou para a do Maranhão. 

Em 1811, o Piauí tornou-se uma capitania independente. Por ocasião da Independência, em 1822, a cidade de Parnaíba foi ocupada por tropas fiéis a Portugal; o grupo recebeu adesões, mas acabou derrotado em 1823. Alguns anos depois, movimentos revoltosos, como a Confederação do Equador e a Balaiada, atingiram também o Piauí. 

A independência só foi aceita em 1823, em virtude da forte influência de Portugal, e após a intervenção do almirante Cochrane, a mando de D. Pedro I. Em 1831, irrompeu a Setembrada, pregando a expulsão dos portugueses e dos frades franciscanos, e, em 1838, a Balaiada, um movimento popular contra a aristocracia rural. 

Em 1852, a capital foi transferida de Oeiras para Teresina, tendo início um período de crescimento econômico. A partir da república, o Estado apresentou tranqüilidade no terreno político, mas grandes dificuldades no desenvolvimento econômico-social. 

No século XVII, a base da economia do estado encontrava-se na produção do açúcar, cravo, canela e pimenta; no século XVIII, surgiram o arroz e o algodão, que vieram a se somar ao açúcar, constituindo-se estes três produtos a base da economia escravocrata do século XIX. Com a abolição da escravatura, a 13 de maio de 1888, o estado enfrentou um período de decadência econômica, do qual viria a se recuperar no final da primeira década do século XX, quando teve início o processo de industrialização, a partir da produção têxtil. 

A economia entrou em decadência com a abolição da escravatura, só vindo a se recuperar durante a Primeira Guerra Mundial. 

O estado do Maranhão recebeu duas importantes correntes migratórias ao longo do século XX. Nos primeiros anos chegaram sírio-libaneses, que se dedicaram inicialmente ao comércio modesto, passando em seguida a empreendimentos maiores e a dar origem a profissionais liberais e políticos. Entre as décadas de 40 e 60 chegou grande número de migrantes originários do estado do Ceará, em busca de melhores condições de vida na agricultura. Dedicaram-se principalmente à lavoura de arroz, o que fez crescer consideravelmente a produção do estado. 

A população indígena do estado do Maranhão soma 12.238 habitantes, distribuídos entre 16 grupos que vivem numa área total de 1.908.89 hectares. Desse total, aproximadamente 86% (1.644.089 hectares), que representam 14 áreas, já se encontram demarcadas pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), órgão do Governo Federal. Cerca de 14%, que correspondem a 264.000 hectares e incluem apenas duas áreas (Awá e Krikati) ainda estão em processo de demarcação, embora sejam ocupadas pelos índios. O grupo mais numeroso é o dos Araribóia, com população de 3.292 habitantes, que ocupa área de 413.288 hectares, já demarcada pela FUNAI, no município de Amarante. O Cana Brava Guajajara é o segundo grupo em tamanho da população, com 3.143 índios que ocupam 137.329 hectares nos municípios de Barra do Corda e Grajaú. 

Fontes: IBGE / Governo do Estado do Maranhão / República Federativa do Brasil
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